Saber a-mar

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– Consegues sentir?

– É salgada! E molha! Está fria!

– Vou-te contar um segredo! É fria mas vai aquecer a tua alma e repor os níveis de oxigénio, tantas quantas as vezes forem necessárias…

–*–

Uns correm, outros dançam, outros beijam-se e há aqueles que simplesmente estão… Estão sozinhos, caminham na incerteza e conjugam todos os receios como se fossem os ingredientes necessários para cozinharem o pudim que a avó fazia todos os dias de Páscoa.

A brisa traz um sabor salgado, envolve-se por entre os fios de cabelo escuros e desliza nos rostos mais pálidos; uma força avassaladora, capaz de mover o peso mais pesado (ora não se tratasse de uma redundância!).

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As gaivotas continuam o seu bailado, vão dançando a valsa e fitando qual o pitéu mais tenro para adoçar o bico… Olhar matreiro, estrutura rebuscada, bico aguçado. Carácter destemido, ousam dissipar do núcleo em busca do seu objectivo: mais uma presa (não desvies o teu foco, luta pelo que ambicionas, sê o teu guerreiro!).

As gargalhadas dos heróis em ponto pequeno que erguem os castelos de areia mais belos; os raios de sol que penetram e transformam-nos em camarões cheios de estilo; as toalhas efeito naperon do século XXI; os factores 50 que dão lugar ao óleo Fula mais requisitado para puxar lustro ao bronzeado…

PS: não esqueçamos o idioma mais propagado: avec lingue – aquele que todo o português ousa falar, mesmo estando no seio do seu país.

As caixas azuis que transportam pela manhã, repletas de manjares dos deuses e a célebre mini; as raquetes para os mais destemidos e o baralho de cartas para os mais audazes; a coluna que passa o som dos anos 80 e faz abanar esqueletos até não mais poder! Sabem do que falamos? Sentem a vibe?

Mas…(porque há sempre um mas)…

…o que gosto mais….

É quando posso ter tudo num só momento!

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Onde o sol se entrelaça na onda mais furiosa, com a brisa mais gélida, num anoitecer cintilante.

–*–

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive

Ricardo Reis, in “Odes”
Heterónimo de Fernando Pessoa

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