Hoje deparo-me que está tudo do avesso: o café quente esfriou; o bom dia foi trocado pelo levantar de sobrancelha; os ténis deram lugar às botas de biqueira de aço; o jornal das notícias fresquinhas já só nos enlouquece com tumultuosos galhardetes; os padrões floreados estão revestidos de traços sombrios; o saboroso waffle vem acompanhado pelo sabor agridoce da neblina…

Tudo do avesso! Ora não fossem 06h30 da manhã!

06h30 de uma segunda-feira, o desejo do típico nortenho depois de um fim de semana de copos, tendo sido banhado a raios de sol, em posição frango do churrasco. Aquele sentimento agridoce de felicidade por termos o ganha pão mas a revolta pelo maldito equipamento ter despertado.

Num bocejar ainda sonolento, duas espreguiçadelas e é hora de dizer ao mundo com quantos paus se fazem uma canoa (na verdade, nem eu sei bem como foi criada essa história, mas que nos venderam bem o peixe, venderam!).

Dizem os antigos que “tuga que é tuga reclama de tudo que madruga”. Engraçado como a segunda-feira foi sempre encarada como um ser promíscuo, cheio de vaidade. Um pouco mal encarada, sucede ao dia que não se bate com nada: ora há a vontade de estar o dia todo de pijama refastelado no sofá, ora dá os suores das corridas matinais à beira rio. Bem… Não ousemos falar do sábado! Esse então…Meus amigos… Sempre em vinha d’alho! Haja fígado que aguente!

 

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